Comecei esta semana a ler “Atomic Habits”, de James Clear, obra que argumenta que a qualidade da nossa vida depende diretamente da qualidade dos nossos hábitos. Certo. Somos o que comemos, somos o que lemos e por aí fora. Ainda não vou a meio do livro, mas já estou a ter ideias para melhorar os meus hábitos e tudo passa pela organização.
É curioso como, para sermos criativos, nos dias (ultra rápidos) que correm, precisamos acima de tudo de clareza e planeamento. Rotinas que nos ajudem a conseguirmos fazer o que realmente nos motiva e nos permite crescer. Porque não é fácil sobreviver ao FOMO das redes sociais ou às exigências do dia-a-dia, sobretudo quando se tem filhos pequenos e uma lista sem fim de pequenas “obrigações” (lavar a roupa, cozinhar o almoço/jantar, etc.).
Hoje cruzei-me com um pequeno livro – Drift: How to (accidentally) create a life you don’t want, de Meredith Paige NeJame (password: friend). Curto e fácil de ler (5 minutos no máximo), está disponível gratuitamente e é uma pequena reflexão sobre a vida.
Quando somos crianças, os pais, os professores e os amigos orientam-nos. Temos horários, aulas, rotinas. Quando terminamos os estudos e entramos no mercado de trabalho, podemos deixar-nos ir pelas rotinas e pelas pressões externas. De repente, quando damos conta, estamos há anos num trabalho que não nos permite crescer ou numa relação onde não há paixão.
Mas nunca é tarde demais para refletirmos sobre quem somos, o que queremos e o que nos entusiasma. A mudança pode ser assustadora, mas por vezes bastam pequenos passos para começarmos uma nova aventura que nos pode levar a um admirável mundo novo.
E, para terminar, partilho a nova canção de Jorge Palma, que se chama “Vida”. “Final de todos os finais.”

