Há razões para otimismo?


Nas últimas semanas, em Portugal, assistimos a vários protestos: ativistas que atiraram tinta verde ao ministro do Ambiente durante uma conferência, bloquearam a circulação na 2.ª Circular em Lisboa e manifestações em todo o país pelo direito à habitação. Nas notícias, os principais destaques vão para tragédias que, um pouco por todo o lado, assolam o planeta.

Os jovens, sobretudo os ativistas pelo clima, parecem especialmente desesperados, preocupados com o futuro, que dizem ter sido hipotecado pelas gerações anteriores. Não são tempos fáceis. Perante inovações tecnológicas como a inteligência artificial generativa, surgem novos receios: desemprego e talvez até a extinção da humanidade.

Perante tudo isto, haverá espaço para algum otimismo? Gosto de pensar que sim (até mesmo na minha perspetiva sobre a IA) e, ao ler a Delayed Gratification, deparei-me com esta oportuna infografia:

Se olharmos para dados da última década e compararmos a evolução da medicina, literacia, direitos civis, igualdade de género e até ambiental, os resultados são animadoramente positivos. Ainda temos um longo caminho pela frente, já que na mesma edição da DG há uma longa reportagem sobre o “desaparecimento” da mulheres da sociedade afegã desde que os talibãs assumiram o poder.

No entanto, é por vezes esquecido que, mais do que ficarmos pela espuma dos dias, importa perceber a história da humanidade e a sua evolução como um todo. Parece-me que generalizamos em excesso sobre assuntos sobre os quais sabemos pouco.

É por isso que gosto de ler a DG, uma revista britânica de slow journalism, com quatro edições por ano, cujo slogan é “Last to Breaking News”. Por estes dias deve chegar no correio a edição 51, que me traz histórias de abril a junho de 2023: perspetivas “frescas” sobre notícias de todo o mundo, com tempo para analisar e refletir sobre cada acontecimento.

Para quem me lê, deixo 2 questões:

  • Há razões para otimismo no mundo atual?
  • Como te manténs informado sobre o que se passa no teu país e no mundo?

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