Honestamente não. Empresas e colaboradores, em Portugal ou em qualquer outro lugar do mundo, ainda não estão preparados para o futuro do trabalho. Muitos têm dificuldade em acompanhar a realidade que uma pandemia trouxe para primeiro plano. A realidade de que uma ida diária para um escritório talvez não faça sentido. E uma das palavras-chave deste futuro (que está cada vez mais presente) é provavelmente a flexibilidade.
Em “Workquake“, Steve Cadigan, um especialista em gestão de recursos humanos há mais de 30 anos, conhecido por ter sido o primeiro CHRO do LinkedIn, explica como a educação ou a experiência já não são suficientes para garantir um emprego a longo prazo. Para assegurar a empregabilidade, é necessário desenvolver novas competências e aumentar a rede de contactos.
Do lado das empresas, o planeamento a longo prazo também já não faz sentido. É preciso adaptabilidade e capacidade de disrupção, antecipando a concorrência e novas tecnologias. Para atrair talento, são necessários novos modelos de recrutamento, formação e compensação.
“So how do companies attract talent when they can offer neither long-term stability nor security? How should companies face a reality where people are not staying very long? The answer might sound like a paradox: “Come to my company so I can help you leave it.”
Steve Cadigan
Este é, por isso, um livro para colaboradores e empresas, com histórias e exemplos de como o mundo do trabalho está a mudar e a evoluir. Numa altura em que tanto se fala sobre inteligência artificial e se especula sobre o seu impacto nas profissões que hoje conhecemos, “Workquake” convida à reflexão e propõe várias hipóteses sobre como podemos avançar, sem receio, rumo ao futuro desconhecido, confiantes de que a disrupção é sinónimo de oportunidades.

