Na edição de 2025 do evento Building The Future, em Lisboa, falou-se (muito) de inteligência artificial. Partilho 3 ideias para refletir:
- Garry Kasparov – “AI: Augmented Intelligence”
Kasparov competiu durante anos contra a máquina até que, um dia, perdeu. Perante a derrota, decidiu tornar-se aliado da máquina. Porque as máquinas não precisam de resolver todos os jogos possíveis de xadrez. Só precisam de errar menos do que os humanos. Assim, surge a lei Kasparov: humano + máquina + processo de decisão = inteligência “aumentada”.
- Sérgio Ferreira (EY) – “If you work like a robot, robots will take your job”
Na sua talk sobre o futuro autónomo, Sérgio Ferreiro explorou produtos, interfaces e agentes que, num futuro não muito distante, farão parte do nosso dia-a-dia, assim como as equipas híbridas, onde colaboramos com máquinas. Mais uma vez, a ideia de colaboração, parceria, em vez da competição com as máquinas.
Ainda que, nesta fase, as empresas olhem para a AI como uma forma de acelerar tarefas simples, como escrever um e-mail ou resumir uma reunião, ou apostem em chatbots para disponibilizar um apoio ao cliente mais inteligente, ter sucesso na era da inteligência artificial necessita de uma base sólida: estratégia, responsabilidade, literacia, dados, AI lab e AI factory.
- Stephen Attenborough (Virgin Galactic) – “We are all on this together”
A urgência de tornar o espaço acessível e uma alternativa até ao planeta onde vivemos foi uma das ideias que Attenborough apresentou, com vídeos inspiracionais das viagens da Virgin Galactic, que permitem uma vista privilegiada sobre o nosso planeta.
Por enquanto, o custo não é democrático, mas quem sabe um dia, numa galáxia próxima de nós, se torne uma realidade. É bom sonhar e, com a ajuda das máquinas, podemos expandir a nossa imaginação além das estrelas.
