
Os madeirenses Napa no Coliseu dos Recreios
Na sexta-feira fui com o meu filho ao seu primeiro concerto no Coliseu dos Recreios. Deslocado foi a canção que o conquistou e, por tantas vezes a ouvir em loop no Spotify, lá fomos experienciar ao vivo o que a banda madeirense, que representou Portugal no Festival da Eurovisão, tem para oferecer.
E foi uma boa surpresa. Senti-me de novo no papel de jornalista, a observar o concerto, os fãs, ao mesmo tempo que descortinava os sons e as letras de uma banda que pouco conheço. O repertório que levaram para a sua estreia no Coliseu não só era amplamente reconhecido pelos fãs que encheram a sala, como testemunha a variedade de canções, influências e inspirações que trazem na sua “mala”.
5 momentos da noite
- Gigantes, com Beatriz Pessoa – momento bonito, com a voz de Beatriz a encher o Coliseu, tal qual um gigante como o título da canção. Beatriz fez parte ainda do coro que acompanhou vários temas e também irá lançar um albúm em breve, que contará com a participação dos Napa.
- Infinito, com Van Zee – canção que Guilherme e Van Zee partilham em memória de um amigo cuja vida chegou ao fim cedo demais. Uma homenagem que ecoou por toda a sala: “No infinito, qualquer dia estou contigo.”
- Senso Comum – e que tal pôr um Coliseu de gente a cantar “Às vezes sabe tão bem / Mandar alguém à merda”? Desafio aceite (e alcançado com sucesso).
- Deslocado – a canção que colocou os Napa debaixo da luz da ribalta, a razão por estarem ali, no seu primeiro Coliseu de Lisboa. Duvido que houvesse alguém que não repetisse a letra, mesmo os pais que “só foram acompanhar” os filhos.
- Vasse lá lem – com orgulho e sotaque madeirense, o concerto terminou com festa no palco, um convite da banda para os amigos se juntarem a eles neste tema inédito, bem disposto e com raízes populares.
Para quem quiser saber mais, Rita Carmo esteve lá e conta tudo no Expresso/Blitz. O alinhamento está no setlist.fm. Em breve a RTP, que filmou tudo, irá transmitir o concerto.
